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| © Marcelo Camargo/Agência Brasil |
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor patamar para o período desde o início da série histórica, em 2012. O índice ficou abaixo dos 5,6% observados no trimestre terminado em maio e no mesmo intervalo de 2025.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. De acordo com a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o resultado correspondeu às expectativas do mercado.
População ocupada alcança 103,5 milhões
A população ocupada atingiu o recorde de 103,5 milhões de pessoas. Na comparação com o trimestre encerrado em maio, houve crescimento de 0,8%, com o ingresso de 774 mil trabalhadores.
As atividades que mais impulsionaram o avanço foram:
- Indústria geral: expansão de 2%, com acréscimo de 265 mil pessoas ocupadas.
- Construção: aumento de 4,1%, correspondente a 306 mil trabalhadores adicionais.
Já a população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas. O total representa queda de 4,6%, ou 281 mil pessoas, em relação ao trimestre de março a maio.
Emprego com carteira atinge máxima
O setor privado alcançou 39,5 milhões de empregados com carteira assinada, o maior contingente registrado na série histórica.
A população desalentada, formada por pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrariam uma vaga, permaneceu em 2,4 milhões. O contingente ficou estável no trimestre, mas recuou 11,9% em um ano, o equivalente a 317 mil pessoas.
A taxa de informalidade subiu de 37,3% para 37,5% e passou a abranger 38,8 milhões de trabalhadores. O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e os trabalhadores por conta própria ou empregadores sem CNPJ.
Massa salarial chega a R$ 385,6 bilhões
O rendimento médio mensal chegou a R$ 3.777, acima dos R$ 3.752 registrados no trimestre encerrado em maio. O maior valor da série continua sendo R$ 3.783, apurado no trimestre terminado em fevereiro de 2026.
A massa salarial alcançou o recorde de R$ 385,6 bilhões. O montante cresceu 1,4% no trimestre, ou R$ 5,2 bilhões, e avançou 4,8% em um ano, equivalente a R$ 17,5 bilhões.
Contribuintes da Previdência somam 68,5 milhões
O levantamento registrou 68,5 milhões de trabalhadores contribuintes de institutos de Previdência, o maior número da série. O resultado indica que 66,2 de cada 100 trabalhadores ocupados realizavam contribuições previdenciárias.
A pesquisa inclui contribuições ao INSS, ao Plano de Seguridade Social da União e aos regimes oficiais estaduais ou municipais.
Como a pesquisa é realizada
A Pnad Contínua monitora o mercado de trabalho entre pessoas com 14 anos ou mais. O levantamento abrange diferentes modalidades de ocupação, como empregos formais, informais e temporários, além do trabalho por conta própria.
O IBGE considera desocupada somente a pessoa que procurou efetivamente uma vaga nos 30 dias anteriores à pesquisa. Ao todo, o levantamento visita 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A menor taxa de desemprego já apurada pela pesquisa foi de 5,1%, no último trimestre de 2025. O maior índice, de 14,9%, foi registrado nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e março de 2021.
Leia a publicação original da Agência Brasil.
Fonte: Agência Brasil


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