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| © Marcello Casal Jr/Agência Brasil |
As famílias brasileiras enfrentaram juros mais altos e aumento da inadimplência em agosto, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC).
A taxa média do crédito livre para pessoas físicas atingiu 61,7% ao ano, alta de 1,4 ponto percentual em relação a julho e de 2,9 pontos na comparação anual. O cartão de crédito rotativo e o parcelado estiveram entre as modalidades que mais pressionaram o indicador.
Considerando famílias e empresas, a taxa média das operações com recursos livres ficou em 48,5% ao ano, com avanço de 0,8 ponto percentual no mês e de 2,3 pontos em 12 meses.
Crédito às famílias continua crescendo
Mesmo com o aumento dos juros, o saldo do crédito livre para pessoas físicas chegou a R$ 2,6 trilhões. O valor cresceu 0,8% no mês e 10,5% em 12 meses.
A expansão foi impulsionada principalmente pelo financiamento de veículos, pelo cartão de crédito rotativo e pelo crédito consignado destinado a trabalhadores do setor privado, que concentra as operações do Crédito do Trabalhador.
Nas empresas, a taxa média do crédito livre recuou 1 ponto percentual em agosto e ficou em 24,2% ao ano. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve queda de 0,7 ponto.
O saldo das operações empresariais somou R$ 1,6 trilhão, com redução mensal de 0,6% e crescimento de 0,5% em 12 meses. Segundo o BC, o resultado refletiu principalmente a diminuição do capital de giro, do desconto de duplicatas e de outros recebíveis.
A carteira total de crédito livre alcançou R$ 4,1 trilhões, avançando 0,2% no mês e 6,5% em um ano.
Inadimplência das famílias chega a 6%
O endividamento das famílias atingiu 49,9% em julho, aumento de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,1 ponto em 12 meses. O comprometimento da renda com dívidas permaneceu em 28,7% na comparação mensal, mas ficou 1,4 ponto acima do registrado um ano antes.
Em agosto, a inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional chegou a 5%, com altas de 0,1 ponto percentual no mês e de 0,9 ponto em 12 meses.
Entre as pessoas físicas, a taxa subiu para 6%, avanço de 0,2 ponto percentual sobre julho e de 1,1 ponto na comparação anual. Nas operações com empresas, permaneceu estável em 3,3%.
Crédito total alcança R$ 7,4 trilhões
O saldo das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional cresceu 0,5% em agosto e chegou a R$ 7,4 trilhões. As operações com famílias avançaram 0,8%, para R$ 4,7 trilhões, enquanto o crédito às empresas recuou 0,1%, para R$ 2,7 trilhões.
Em 12 meses, o crédito total aumentou 9,2%. Houve crescimento de 10,5% nas operações destinadas às pessoas físicas e de 7,1% nas voltadas às empresas.
O crédito ampliado ao setor não financeiro, que inclui empréstimos bancários, títulos de dívida e financiamentos externos, totalizou R$ 22 trilhões, equivalentes a 164,9% do Produto Interno Bruto. O saldo avançou 0,6% no mês e 11,3% em 12 meses.
Para as empresas, o crédito ampliado somou R$ 7,3 trilhões, ou 54,6% do PIB, com crescimento de 1,1% em agosto e de 8,7% na comparação anual.
Reservas bancárias aumentam
A base monetária encerrou agosto estável em relação ao mês anterior, em R$ 432,6 bilhões. Na comparação com agosto de 2025, houve retração de 1,4%.
As reservas bancárias cresceram 4,5% no mês, enquanto o volume de papel-moeda em circulação caiu 0,5%.
Fonte: Agência Brasil.


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